Com o tema “A magia do São João que alegra os corações nordestinos”, a quadrilha deixou o arraial muito aplaudida.
Do Janga, veio a Estrelart, que fez o casamento todo em rima, como acontece na poesia popular. Um noivo que se relaciona com duas mulheres é o enredo da trama “Cordel, literatura de São João”. O xote e o xaxado embalaram a plateia até o fim da apresentação.
O interior do Nordeste foi enaltecido pela Raio de Sol, de Águas Compridas. Inspirada na poesia de Jessier Quirino, a quadrilha trouxe o tema “Paisagem do interior”, contando causos e histórias desse universo. a história foi contada pela noiva Mariquinha, largada no altar. À procura do noivo, ela esbarra numa procissão, e com os passos mais tradicionais de uma quadrilha: o túnel e o caracol.
A torcida declarou o amor pela Asa Branca antes mesmo de ela entrar no arraial. A quadra ficou mais cheia do que o esperado. A quadrilha de Sítio Novo perdeu dois pontos por trazer mais integrantes do que o número de inscritos.
A apresentação virou um set de cinema, onde o coreógrafo era o cineasta e os participantes, os atores do filme. No figurino, o antigo cinema preto e branco e logo depois, o colorido, que simbolizava o cinema atual, juntando passado e presente num mesmo espaço.
O Agreste pernambucano foi representado pela quadrilha Traquejo, de Gravatá. Com o tema “Uma doce lembrança”, os componentes fizeram questão de mostrar que festa junina também é coisa de criança.
Uma das surpresas foi uma caixa, que depois, se transforma no cenário onde se passa toda a história. Além dos passos tradicionais, a coreografia também mistura ballet e acrobacia.
As quadrilhas Moderna Recriart, da Muribeca, e Xamego de Tradição, de Ribeirão, não compareceram e foram desclassificadas. O Festival de Quadrilhas Juninas da Rede Globo Nordeste continua nesta quarta-feira (9).


